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Dizimistas – Quatro classes na Igreja

por Pr. Natanael Rinaldi 






Pergunta: Ultimamente nosso programa CONSULTANDO A BÍBLIA tem recebido muitas perguntas frequentes sobre a questão do dízimo. Para deixar o assunto da contribuição mais claro, perguntamos: Quantas classes de contribuintes há nas igrejas?

Resposta do Pr. Natanael: Apontamos que nas igrejas existem quatro classes de pessoas, que tem seu modo próprio de interpretar a questão da contribuição. O princípio que deve reger nossa contribuição é o que Paulo ensinou em 2Coríntios 9.6-11: “E digo isto, que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará. Cada um contribua segundo propôs no se coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra. Conforme está escrito: Empalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, também vos dê pão para comer e multiplique a vossa sementeira, e aumente os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se deem graças a Deus”.



Pergunta: Qual a primeira classe de contribuintes numa igreja?

Resposta do Pr. Natanael: São os dizimistas fieis. São aqueles que normal e regularmente contribuem com seus dízimos e ofertas. São dizimistas fieis. São os que mantém o equilíbrio financeiro das igrejas. Entenderam que a contribuição dizimal é bíblica, e se mantém em estrita obediência à Palavra de Deus, como o irmão acabou de ler: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração: não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria”.



Pergunta: Qual a segunda classe de contribuintes numa igreja?

Resposta do Pr. Natanael: São os dizimistas infieis. Em toda a igreja há essa classe de membros. São os que assumem o compromisso perante Deus de ser dizimistas, pagam seus dízimos por algum tempo com certa regularidade, mas depois negligenciam e, às vezes desistem e quebram seu voto seu voto. A negligência nas coisas de Deus é um grande pecado: “Oferece a Deus sacrifício de louvor, e paga ao Altíssimo os teus votos” (Salmo 50.14). São dizimistas infieis aqueles que também entregam apenas uma parte da sua renda líquida. Dizimam uma parte da renda e ocultam a outra: são os “Ananias” e as “Safiras”.



Pergunta: Qual a terceira classe de contribuintes?

Resposta do Pr. Natanael: São os contribuintes liberais. Eles não são contrários ao dízimo, não combatem os irmãos dizimistas, e não criticam o pastor quando prega sobre o dízimo. Ainda não entenderam que o dízimo precedeu a lei, embora tenha pertencido à lei. Não entenderam que Abraão quando deu o dízimo a Melquisedeque, o fez 430 anos antes da lei: “Mas digo isto: que tendo sido a aliança anteriormente confirmada por Deus em Cristo, a lei, que veio quatrocentos e tinta anos depois, não a invalida, de forma a abolir a promessa” (Gálatas 3.17).

O registro do dízimo de Abraão está em Gênesis 14.18-20: E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo.
E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.

Este exemplo é repetido em Hebreus 7.1-3: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou, a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, é primeiramente e, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo principio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre”.

Desconhecem que Abraão é o pai dos que são da fé: De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão (Gálatas 3.9). Os que são da fé são filhos de Abraão. Melquisedeque é uma figura de Jesus Cristo: “Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 7.17). Se Jesus é sacerdote eternamente na ordem de Melquisedeque, e se Abraão é pai dos que são da fé, da forma como Abraão pagou o dizimo e foi abençoadp por Melquisedeque, da mesma forma Jesus abençoa os crentes que são filhos de Abraão pela fé e pagam seus dízimos.



Pergunta: E a quarta classe de contribuintes na igreja?

Resposta do Pr. Natanael: Em algumas igrejas é a mais numerosa. É nociva ao crescimento da obra de Deus. São antidizimistas declarados. Arvoram-se emmestres e levam muitos irmãos incautos a tomarem posição contrária ao dízimo, em franco desrespeito aos princípios da Bíblia.


O principal argumento deles é que não estamos mais debaixo da lei, e se o dízimo era da lei, não precisamos pagar o dízimo. Esquecem-se que o dízimo antecedeu à lei, incorporou-se à lei e foi aprovado por Jesus em (Mateus 23.23): “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas”. Alguns pensam gue essa passagem está condenando o dízimo. Não! Está condenando a atitude dos fariseus que davam o dízimo até das coisas mínimas, como condimentos: dizimavam a hortelã, o endro e o cominho, e deixavam de lado o mais importante da lei: o juízo, a misericórdia e a fé. Jesus recomenda pagar o dízimo, ou seja, estas coisas deveis fazer (praticar a justiça, a misericórdia e a fé) e não omitir, isto é, não deixar de fazer aquelas, isto é, pagar o dízimo da hortelã, do endro e do cominho. Esta classe de pessoas se parecem muito com os 10 espias enviados à terra de Canaã por Moisés. Ninguém diga que é desperdício o que se dá para o trabalho do evangelho. É verdade que certos líderes se utilizam do dízimo como se o dízimo fosse renda sua, particular. Confundem o que é da Igreja – pessoa jurídica – com sua pessoa física. Nenhum pastor tem o direito de fazer da caixa da igreja propriedade sua para seu gasto pessoal. Recebe o seu salário (1Timóteo  5.18) dado pelo tesoureiro e deve viver dentro do seu salário. Meter a mão no caixa da igreja é desonestidade.


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