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O colapso feminista diante das mulheres “recatadas e do lar”

Transformação radical de algumas garotas, física e mentalmente, mostra profunda lavagem cerebral.

"Mulheres em protesto feminista no Rio de Janeiro". (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
                         "Mulheres em protesto feminista no Rio de Janeiro". (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A maioria das jovens que entram na faculdade, atualmente, são bombardeadas por conteúdos que visam promover a ideologia feminista como instrumento de “libertação” da mulher diante de uma sociedade “patriarcal”, “machista” e “opressora”.

Por conta disso, não é surpresa ver a transformação radical de algumas garotas, física e mentalmente, como se tivessem sofrido uma profunda lavagem cerebral. Ou melhor, elas realmente sofreram.

Essa realidade não diz respeito apenas às faculdades. Ela também está nas mídias e ainda em programas de auditórios, em palestras, na literatura e na escola de ensino fundamental onde seus filhos provavelmente estudam.

A jovem que não estiver preparada para lidar com essa avalanche de besteirol ideológico, nascida no berço do marxismo cultural, certamente vai sucumbir e se tornar mais uma militante “zumbi” a serviço dos ideólogos e movimentos sociais, os chamados “coletivos”, sem ao menos se dar o trabalho de parar e se questionar acerca do que realmente faz sentido na vida.

“Recatadas e do lar” que fizeram a diferença

O que muitas jovens “feministas” não sabem é que as mulheres “recatadas e do lar” sempre foram a coluna da civilização. Foram elas que permitiram o desenvolvimento da sociedade em que vivemos.

Antes de tudo, entenda que o ser “recatada e do lar” não passa de uma expressão para significar o papel desempenhado pelas mulheres ao longo das gerações. Porém, nem sempre dentro de casa, assim como nem sempre recatadas. Ao longo da história, desde a antiguidade até os tempos modernos, mulheres tiveram diferentes papeis. Veja alguns exemplos:

Rainha de Sabá - Citada incrivelmente pela Bíblia em I Reis  10:10 (contrariando, assim, o “politicamente correto” dos críticos), dominou nada menos do que o reino mais poderoso da Arábia Feliz, região que compreende a atual Etiópia e Iêmen. Ela foi a mulher que chamou atenção do Rei Salomão cerca de 1000 anos antes de Cristo, descrita como rica e imponente.

Cleópatra - Outra mulher da antiguidade. Mais uma figura feminina que enterra completamente muitas narrativas do feminismo atual acerca do ser “recatada e do lar” como resultado do “patriarcado”. Essa mulher governou o Egito inicialmente ao lado do seu pai, depois com os irmãos, tornando-se posteriormente a única governante do império entre os anos 69 e 30 antes de Cristo.

Anna Justina Ferreira Nery - Mais conhecida como Anna Nery, ela foi a pioneira da enfermagem no Brasil, nascida em Cachoeira, na Bahia, em 13 de dezembro de 1814. 

Anna Nery casou, teve três filhos, mas o marido morreu poucos anos depois. Dois dos seus filhos foram para a Guerra do Paraguai (1864) junto com o tio, foi quando ela decidiu pedir permissão ao presidente da província da Bahia para também acompanhar os filhos no campo de batalha.

Nery ingressou no décimo batalhão de voluntários em agosto de 1865, como enfermeira, e lá prestou serviços em quatro hospitais militares diferentes. Ao voltar para a Bahia, ainda em luto pela morte de um dos filhos, Nery recebeu várias homenagens e, do governo imperial, a Medalha Geral de Campanha e a Medalha Humanitária de primeira classe.  

Margaret Hilda Thatcher (1925-2013) - Também conhecida como a “Dama de Ferro”, foi a Primeira-Ministra do Reino Unido de 1979 a 1990, sendo a primeira mulher a ocupar esse cargo e por maior tempo em todo o século XX. Ela se formou, casou, teve filhos, frequentou a igreja e se tornou um dos maiores ícones da política mundial.

O que essas mulheres acima têm em comum? Poderia citar dezenas de exemplos. Todas elas se destacaram e se tornaram ícones da história, fazendo uso das suas habilidades sem abrir mão do “ser mulher”.

Do século X antes de Cristo até os dias atuais, as mulheres que realmente fizeram diferença na sociedade não lutaram contra sua própria feminilidade. Pelo contrário, elas utilizaram suas características femininas como diferencial. Elas amaram, se casaram, tiveram filhos, trabalharam, lutaram e também sofreram. Poderiam não ter feito nada disso, mas certamente não seria por ideologia e sim por convicção própria.

Essas mulheres foram “recatadas e do lar” exercendo posição de autoridade. Femininas, mesmo sendo fortes. Guerreiras, sem perder a elegância. O conceito de “recatadas e do lar” aqui não está nos atos, mas na essência da identidade feminina que cada uma delas teve. 

Elas enfrentaram preconceitos? Certamente sim, mas não se deixaram vencer e nem se definir por eles, e esse é o pensamento que deve nortear a postura das mulheres “recatadas e do lar” que hoje são colunas em suas famílias, como mães, trabalhadoras, esposas, amigas e o que mais quiserem ser.

Esse é o pensamento que faz colapsar o feminismo moderno, uma vez que cada vez mais mulheres estão tomando consciência de que ambos os sexos possuem igualmente o seu valor, cada qual com funções e habilidades que se completam. A ideologia feminista pode até fazer barulho e controlar boa parte da mídia, mas nós temos o ensino da história, a ciência e o bom senso do nosso lado.

Por Marisa Lobo - Psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora de livros, como "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

*O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.


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