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Dia da Memória do Genocídio Armênio: Revisitando a maior matança que o islamismo já fez contra cristãos

Raymond Ibrahim
Hoje, 24 de abril, marca o “Grande Crime,” isto é, o genocídio dos cristãos — principalmente armênios, mas também assírios e gregos — que ocorreu sob o Império Otomano Islâmico, durante a Primeira Guerra Mundial. Então, em uma tentativa de aniquilar tantos cristãos quanto possível, os turcos massacraram aproximadamente 1,5 milhão de armênios, 300.000 assírios e 750.000 gregos.
Adolescentes cristãs armênias estupradas e crucificadas por turcos muçulmanos durante o Genocídio Armênio em 1915
Os historiadores americanos mais objetivos que estudaram a questão concordam inequivocamente que foi um genocídio deliberado e calculado:
Mais de um milhão de armênios pereceram como resultado de execução, fome, doenças, o ambiente hostil e violência física. Um povo que viveu no leste da Turquia por quase 3.000 anos [mais do que o dobro do tempo que os invasores turcos islâmicos ocuparam a Anatólia, agora conhecida como “Turquia”] perdeu sua terra natal e foi profundamente dizimado no primeiro genocídio em larga escala do século vinte. No início de 1915, havia cerca de dois milhões de armênios na Turquia; hoje há menos de 60.000… Apesar da grande quantidade de evidências que apontam para a realidade histórica do genocídio armênio, relatos de testemunhas oculares, arquivos oficiais, provas fotográficas, os relatórios de diplomatas e o testemunho de sobreviventes, a negação do genocídio armênio por sucessivos regimes na Turquia continua de 1915 até o presente.
Da mesma forma, em 1920, a Resolução 359 do Senado dos Estados Unidos ouviu depoimentos que incluíam evidências de “mutilações, estupros, torturas e mortes [que] deixaram suas memórias assombradas em cem belos vales armênios, e o viajante nessa região é raramente livre da evidência deste crime mais colossal de todas as eras.”
Em seu livro de memórias, “Ravished Armenia” (Armênia Estuprada), Aurora Mardiganian descreveu ser estuprada e jogada em um harém (coerente com as normas de guerra do islamismo). Ao contrário de milhares de outras meninas armênias que foram rejeitadas depois de serem estupradas, ela conseguiu escapar. Na cidade de Malatia, ela viu 16 meninas cristãs crucificadas: “Cada menina havia sido pregada viva em sua cruz,” escreveu ela, “pregos atravessavam seus pés e mãos; apenas seus cabelos, que eram soprados pelo vento, cobriam seus corpos.” Tais cenas foram retratadas em 1919 no documentário Auction of Souls (Leilão de Almas), algumas das quais são baseadas nas memórias de Mardiganian.
Enquanto esse genocídio é amplamente reconhecido no Ocidente, uma de suas principais causas, se não fundamentais, é habitualmente negligenciada: a religião. O genocídio é geralmente articulado por meio de um paradigma singularmente secular, um paradigma que leva em conta apenas as coisas que são inteligíveis do ponto de vista secular do Ocidente — como política de identidade e gênero, nacionalismo e disputas territoriais. Tal abordagem faz pouco mais do que projetar perspectivas ocidentais modernas em civilizações e épocas muito diferentes.
A guerra, é claro, é outro fator que obscurece a verdadeira face do genocídio. Como essas atrocidades ocorreram principalmente durante a Primeira Guerra Mundial, o argumento comum é que elas são, em última análise, um reflexo apenas disso—- a guerra, em todo o seu caos e destruição, e nada mais. Mas, como Winston Churchill, que descreveu os massacres como um “holocausto administrativo,” corretamente observou: “A oportunidade [da Primeira Guerra Mundial] se apresentou para limpar o solo turco de uma raça cristã.” Mesmo Adolf Hitler havia apontado que “a Turquia está aproveitando a guerra a fim de liquidar completamente seus inimigos internos, isto é, os cristãos naturais daquela terra, sem serem assim incomodados por uma intervenção estrangeira.”
Vale a pena notar que pouco mudou; no contexto da guerra no Iraque, na Síria e na Líbia, os primeiros a serem alvo de genocídio foram cristãos e outras minorias.
Mas até mesmo o fator mais citado do genocídio armênio, “conflito de identidade étnica,” embora legítimo, deve ser entendido à luz do fato de que, historicamente, a religião explicava mais a identidade de uma pessoa do que a língua ou a herança. Isso é demonstrado diariamente em todo o mundo islâmico de hoje, onde governos muçulmanos e turbas muçulmanas perseguem minorias cristãs que são da mesma raça, etnia, língua e cultura; minorias que são indistinguíveis da maioria — exceto, é claro, por serem não-muçulmanos ou “infiéis.”
Como um professor de estudos armênio pergunta: “Se o [genocídio armênio] era uma disputa entre turcos e armênios, o que explica o genocídio realizado pela Turquia contra os cristãos assírios ao mesmo tempo?” O mesmo pode ser dito sobre os gregos. De uma perspectiva turca, a principal coisa que armênios, assírios e gregos tinham em comum era que eles eram todos “infiéis” cristãos.
De acordo com um livro de 2017, “Year of the Sword: The Assyrian Christian Genocide” (Ano da Espada: O Genocídio dos Cristãos Assírios), a “política de limpeza étnica foi instigada pelo pan-islamismo e pelo fanatismo religioso. Os cristãos eram considerados infiéis (kafir). O chamado à Jihad, decretado em 29 de novembro de 1914 e instigado e orquestrado para fins políticos, fazia parte do plano de “juntar-se e varrer as terras dos cristãos e exterminá-los.” Assim como aconteceu com os armênios e gregos, relatos de testemunhas oculares contam de turcos islâmicos que sadicamente arrancavam os olhos dos assírios e cometiam estupro coletivo de suas filhas nos altares das igrejas. Segundo documentos importantes, tudo isso fazia parte de “um plano otomano de exterminar os cristãos da Turquia.”
Hoje, desde a Indonésia, no leste, até o Marrocos, no oeste, desde a Ásia Central, no norte, até a África subsaariana — isto é, em todo o mundo islâmico — os muçulmanos em graus variados perseguem, matam, estupram, escravizam, torturam e deslocam cristãos; onde grupos islâmicos formais, como o Estado Islâmico (ISIS), o Al Shabaab, o Boko Haram, etc., dominam, os cristãos e outros “infiéis” estão literalmente sofrendo genocídio. (Veja meu livro, “Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians ” [Crucificados de Novo: Expondo a Nova Guerra do Islamismo contra os Cristãos] — ou meu relatório mensal de “Perseguição Islâmica aos Cristãos” — para acessar um relato abrangente e contínuo do “grande crime” de nossos tempos.)
Para entender como o genocídio histórico de armênios e assírios representa a situação moderna dos cristãos sob o islamismo, basta ler as seguintes palavras escritas em 1918 pelo Presidente Theodore Roosevelt; no entanto, leia “armênio” como “cristão” e “turco” como “islâmico”, conforme fornecido entre colchetes:
o massacre de armênios [cristãos] foi o maior crime da guerra, e a falta de ação contra a Turquia [o mundo islâmico] é a mesma coisa que tolerá-lo… o fracasso em lidar radicalmente com o horror [islâmico] turco significa que toda a conversa sobre garantir a paz futura do mundo é um absurdo vergonhoso.
Da mesma forma, se nós “falharmos em lidar radicalmente” com o “horror” que está atualmente ocorrendo a milhões de cristãos em todo o mundo islâmico, nós “toleramos” e seria melhor pararmos de falar de “absurdo vergonhoso” de um mundo utópico de paz e tolerância.
Em outras palavras, o silêncio é sempre o aliado daqueles que querem liquidar o “outro.” Em 1915, Adolf Hitler racionalizou seus planos genocidas, que ele implementou cerca de três décadas depois, quando retoricamente perguntou: “Quem, afinal, fala hoje da aniquilação dos armênios?”
E quem entre os principais políticos de hoje fala — quanto mais faz alguma coisa — sobre a contínua aniquilação de cristãos feita pelos muçulmanos, mais recentemente (mas não singularmente) vista nos atentados a bomba em igrejas no domingo de Páscoa no Sri Lanka que deixaram mais de 300 mortos?
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do site de Raymond Ibrahim: Armenian Genocide Remembrance Day: Revisiting Islam’s Greatest Slaughter of Christians

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