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O que exatamente os vazamentos do Intercept provaram até agora?

Estão prometendo um furacão e publicando brisas suaves que já estão dando sono.

Por Maycson Rodrigues

Glenn Greenwald e David Miranda. (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

Em uma hora, tudo pode mudar. Os vazamentos “bombásticos” do site panfletário The Intercept Brasil provam a cada dia que a motivação é pouquíssima jornalística e muitíssimo política. Estamos diante de um espetáculo circense que vai se aproximando do apagar das luzes.
Glenn Greenwald já disse que sua fonte é anônima e depois que precisava “garantir a proteção de sua fonte”. Ou seja, ele não sabe quem é, mas precisa proteger quem nem sabe quem é de qualquer represália do Estado.
O material obtido de forma criminosa pouco revela de concreto que possa incriminar o ex-juiz e agora ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro, e suas sabatinas no Senado e na Câmara apenas serviram para fortalecê-lo politicamente.
De lá pra cá, vimos manifestações populares espontâneas em favor da Lava Jato. O povo é efetivamente contra a corrupção, e demonstra isso apoiando a maior operação anticorrupção da história deste mundo.
Recentemente, o senhor Greenwald trocou alguns nomes e depois editou. Prova inequívoca de que este material pode ser parcial ou totalmente adulterado. Além disso, até o momento, o material colhido de forma ilícita não foi entregue às autoridades competentes – o que mostra o caráter deste jornalista.
Eles, do Intercept, estão prometendo um furacão e publicando brisas suaves que já estão dando sono. Mais sensacionalismo do que isso, talvez somente possa ser visto no site “sensacionalista.com.br”, e ainda assim não sei se você encontrará algo mais tendencioso e imparcial.
O site não trouxe até o momento nenhuma prova que justifique uma anulação de processo. Nada que pudesse mudar o rumo das investigações ou que inocentasse o Lula, por exemplo.
Não há até agora um áudio do Moro pedindo para manipular alguma prova, ou confessando que está trabalhando por motivações políticas. Nada que dê a entender que houve uma tentativa orquestrada de incriminar homens honestos e íntegros, como Lula ou Cabral.
É interessante ver que os políticos e jornalistas que estão dando 100% de confiabilidade às matérias do site evitam bastante de pedir que toda a Lava Jato seja anulada. Por que será? Porque temos alguns presos do MDB e outros do PSDB? Porque Moro julgou algo corretamente e só errou no caso do Lula? Fico com essa indagação.
O que podemos concluir é que, até o momento, os vazamentos só provam que este site não é imparcial politicamente, não trabalha pelo fim último do jornalismo que é informar e ainda faz uso de narrativas em cima de um conteúdo possivelmente editado – em alguns casos muito mal editado – e que possuem nenhuma validade para acusar o então Juiz de ter cometido algum ilícito, e a tendência é que o jogo vire e o verdadeiro investigado se chame Glenn Greenwald.
É importante dizer também que, quando falamos que o conteúdo é “editado”, estamos afirmando que o conteúdo está sendo manipulado para que faça algum sentido ao leitor de que o juiz prevaricou – o que até o momento não se mostra nada consistente e muito menos convincente no aspecto penal.
Somente um grupo está acreditando piamente em tudo e levando a sério cada reportagem: a militância de esquerda que não admite a derrota nas últimas eleições. São os defensores de corruptos e passadores de pano para bandido.
O currículo vasto do jornalista, sua reputação internacional e sua fama de excelente profissional não são nada quando analisamos os fatos e percebemos facilmente que ele, simplesmente, usa de sua força para tentar frear os avanços do poder público no combate à corrupção.
Aguardemos os próximos capítulos. Se bem que, se essa é uma jogada jornalística de se divulgar os fatos como uma série de TV é bem mais preferível assistir qualquer série da Netflix.
Pelo menos você não dorme no segundo ou no terceiro episódio.
Fonte: Gospel Prime

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