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O Catolicismo é prejudicial às nações

O ATRASO DAS NAÇÕES

Vaticano


Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor (…)


Não se pode, com honestidade, citar uma única nação onde o ensino e a prática do Evangelho imperem na maioria de seu povo que não apresente inúmeras vantagens sobre qualquer país cató­lico, por sua cultura, civilização e sistema de vida. Também é impossível que essa superioridade de vida entre os evangélicos seja tão-somente uma questão de ordem natural, como alegam os defen­sores romanistas, em virtude de terem ficado os protestantes com as melhores e mais produtivas terras, minas e situações geográficas privilegiadas. Há que notar a grande diferença entre Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Holanda, Suécia, Noruega, Finlândia etc, que trocaram o catolicismo romano pelo protestantismo, e Portugal, Espanha, França, Itália, Áustria, Hungria, Polónia, ex-Tchecoslováquia e outros, cujos habitantes sofreram e sofrem pressões e desmandos da Igreja. Nada melhor para servir de exemplo do que uma comparação do desenvolvi­mento dos Estados Unidos, considerados a primeira nação do mundo, com o desenvolvimento do México, seu vizinho, que foi colonizado pelo catolicismo, com suas superstições. 
Enquanto nos países onde predominam os ensinamentos evangélicos há plena liberdade de escolha, o estudo e o desenvolvimento da ciência são livres, bem como o estudo das línguas antigas, da filosofia, da critica, os dirigentes católicos proíbem tudo isso e obrigam os infelizes habitantes a mergulhar mais e mais no atraso e no obscurantismo, a ler a vida dos santos, repletas de crendices, a permanecer no anal­fabetismo, como é o caso exemplar de Portugal e da Espanha, onde foram maiores as pressões. Ali só se lia literatura com o impri­ma tur. É próprio da natureza do catolicismo manter o povo em seu permanente estado de ignorância.
Mas Deus não deixa impunes os que o traem e sua mão é pesada sobre os que desvirtuam os Evangelhos e o sacrifício de seu Filho Jesus. Pobre povo que sofre as consequências dessa pressão! A Espanha, em particular, tem pago muito caro essa nefasta influência. Para abreviar este capítulo, contaremos apenas breves porém marcantes episódios do castigo imposto aos espanhóis, pois ficou evidente que seus insucessos não foram de ordem natural. Sua Marinha principalmente sofreu danos consideráveis, que sal­tam à vista de qualquer um como sendo de ordem sobrenatural, como narrados por E. L. de Oliveira:87
Na expedição contra a Argélia uma tempestade destruiu-lhes 30 navios e 4.000 marinheiros; na expedição contra Barba–Roxa, ainda por tempestades, 150 navios e 8.000 tripulantes; na terceira empresa, ainda por tempestades, mais 20 navios e 3.000 homens; no ano seguinte, outra tempestade afunda–lhes 15 navios e 2.000 homens; mas a maior catástrofe naval que ainda presenciou o mundo foi a destruição, por seis dias de furiosas tempestades, da Armada invencível, composta de 150 navios poderosíssimos e 30.000 marinheiros, desti­nada por Felipe II (Felipe de Portugal), e pelo Papa, a esmagar o surto do Protestantismo da Inglaterra.
Ficou do episódio uma frase do rei da Espanha que bem define de onde vinham as punições, e disso ele tinha absoluta certeza. Disse ele: “Não armei a minha esquadra contra Deus, mas contra a Inglaterra.” E arremata o citado autor: “O que não deixa de ter sua graça foi o fato de não pagar o Papa de Roma o milhão de ducados com que se comprometeu a contribuir para o equipamento da esquadra! Haveria manifesta proprieda­de se qualificássemos esse gesto de… conto do Vigário.”
Na verdade, eram demais os desmandos praticados pelos gover­nantes espanhóis, sem dúvida pressionados pelos clérigos, como a expulsão e o extermínio de judeus e o assassinato de milhares de protestantes. O terror da Inquisição aniquilava famílias inteiras e embrutecia o povo, que era obrigado a conviver com a violência, assistindo aos suplícios, às mortes lentas, às fogueiras sempre acesas, às denúncias anónimas que podiam comprometer qualquer um, indistintamente, inclusive os religiosos.
Esse embrutecimento manifestou-se até nos conquistadores, que perdiam o senso de humanidade que os deveria orientar no trato com as pessoas; traiam os conquistados, povo ingénuo e de boa fé, assassinando-os e impondo a ferro e fogo o prestígio da coroa e da religião. Era a animalização dos costumes. Como exemplo, podemos citar a insensibilidade de Fernão Cortez, que conquistou o México e destruiu traiçoeiramente o império asteca, supliciando com covardia e repugnância seu rei, Guatimozin. Isso se tornou muito natural para aquele povo, naquela época, pois os próprios representantes do papa praticavam perversidades com a mesma frieza. Aliás, Adriano VI (papa de 1522 a 1523) orgulha-va-se de ter sido inquisidor-mor da Espanha.
Portugal também sofreu os horrores da pressão católica, e o resultado disso é evidente até hoje. Ninguém o pode negar. Nos tempos modernos, ainda com a última ditadura portuguesa, uma dupla infernal, político-religiosa, aniquilou ainda mais a nobre nação. Foi uma grande manifestação de bondade de D. João II, rei de Portugal, receber em seu país os judeus expulsos da Espanha em 1492. Mas o rei D. Manuel viu-se forçado a expulsá-los mais tarde. Os judeus eram implacavelmente perseguidos onde reinasse o catolicismo romano. Por essa razão, sofriam estagnados em seu desenvolvimento os romanistas, pois os judeus, um povo inteli­gente e laborioso, o povo escolhido do Deus Jeová, muito concorreram para o desenvolvimento das nações.
Felizmente, surgiu um marquês que combateu os jesuítas, e por pouco tempo a situação melhorou naquele país. Foi anate­matizado depois de sua morte, mas hoje o pensamento mais livre, muitos lhe dão razão. Recentemente, ao pé de seu monumento, apareceu uma inscrição feita na calada da noite, com certeza porque seu autor receava as consequências: “Senhor marquês, senhor marquês. Desce daí que eles cá estão outra vez.”
As diferenças de confissões católica e protestante conduzem a um resultado por demais evidente, sobretudo quando se compara o Brasil com qualquer colónia onde o protestantismo seja maioria. É evidente a culpa que se atribui ao catolicismo romano, o qual procura esconder até os malefícios causados por missionários famosos que por aqui andaram.
Deve-se também enfatizar que a história da ciência e da tecno­logia é a história do Ocidente desde a eclosão da Revolução Industrial, há dois séculos.
É a menção do livro de 560 páginas, de A bbot Payson Usher, da Editora Papirus, edição de 1929, atualizada em 1954, com acréscimo da filha do autor feito em 1982, Mirian Usher Chrisman. Tem a densidade de um clássico, daí a sua perma­nência e atualidade. No segundo dos seus 15 capítulos (Análise da História da Mudança Social) ele demonstra, com base em Max Weber, como o pensamento religioso afetou a atividade económica. Postula ainda que o catolicismo proporcionou uma base tão desfavorá vel a alguns tipos de atividade econó­mica, que a origem, ou pelo menos o desenvolvimento do capitalismo, foi inibida nos países católicos. O caso está intimamente ligado à sorte da Península Ibérica, onde a Contra-Reforma inibiu o desenvolvimento da ciência que sustentaria o capitalismo deflagrado pela Revolução Industrial. O preço deste veto é pago ainda hoje na América Latina.88
Nós, no Brasil, não ficamos isentos do pagamento de um pesado tributo a essa influência maléfica e sufocadora, que Rui Barbosa chamou de “nefasta política do paparei”.

Extraído do Livro “O Catolicismo Romano Através dos Tempos” – Editora Juerp

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