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Salvador é a terceira do país com mais domicílios em favelas

ranking, nesse caso, era liderado pelas cidades de Vitória do Jari/ AP (com 74,0% dos domicílios ocupados em áreas de favelas e assemelhados), Viana/ ES (68,9%) e Marituba/ PA (61,2%)

SALVADOR, BAHIA, A CAPITAL DAS FAVELAS . CADÊ O RUIM CORRERIA E O ACM NETO? CARNAVAL E SHOWS SÃO A SUAS PRIORIDADES 

Tribuna da Bahia, Salvador
20/05/2020 06:30

Foto: Romulo Faro

Por Flavio Gomes

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE divulgou na terça-feira (19), dados referentes à ocupação favelas ou assemelhados, os chamados aglomerados subnormais, para o próximo Censo Demográfico, a ser realizado em 2021. Estas informações foram antecipadas para ajudar na formulação de políticas de saúde para combater a pandemia do Coronavírus.
Segundo o Instituto, Salvador ocupa a terceira maior marca entre as cidades brasileiras, em números absolutos, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente, com 375.291 residências nessas áreas, o que representa 41,83% (897.098) do total da capital Baiana. Entre as capitais, Salvador também registrou o terceiro maior percentual de residências em favelas ou assemelhados, atrás de Belém e Manaus.
Levando-se em conta todos os municípios brasileiros com aglomerados subnormais, Salvador atinge o 10º maior percentual de domicílios localizados nessas áreas. O ranking, nesse caso, era liderado pelas cidades de Vitória do Jari/ AP (com 74,0% dos domicílios ocupados em áreas de favelas e assemelhados), Viana/ ES (68,9%) e Marituba/ PA (61,2%).
Entre os Estados, a Bahia também aponta em terceiro lugar, em relação ao número absoluto de domicílios ocupados em aglomerados subnormais, abaixo de São Paulo (1.066.813) e Rio de Janeiro (717.326), ficando com o 6º lugar em participação percentual dos domicílios em favelas no total. Amazonas (34,59%), Espírito Santo (26,10%) e Amapá (21,58%) lideram o ranking.
No estado, 1 em cada 10 domicílios ocupados estavam em área de favelas e assemelhados em 2019: 469.677 ou 10,62% do total, estimado em 4.422.073. Já na capital baiana, 4 em cada 10 residências onde moravam pessoas representa 41,83% de um total estimado em 897.098.
Em toda a Bahia, foram identificadas, ao fim de 2019, 572 aglomerados subnormais em 33 municípios diferentes. Salvador lidera o ranking, com 270. Feira de Santana (65) e Itabuna (40) vêm logo atrás.
Para ser considerado um aglomerado subnormal, precisa apresentar pelo menos uma das características abaixo: Inadequação do abastecimento de água, do fornecimento de energia, da coleta de lixo ou do destino de esgoto; Existência de padrão urbanístico irregular; Restrição de ocupação do solo.
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