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Novo Ministro da Educação é negro evangélico

Julio Severo
O novo ministro da Educação sob o governo do Presidente Jair Bolsonaro é o professor evangélico negro Carlos Alberto Decotelli, de 67 anos.

                                       Presidente Jair Bolsonaro e Carlos Alberto Decotelli

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo em 26 de junho de 2020, Decotelli disse:
“Cresci dentro da Primeira Igreja Batista do Rio e sou voltado para as questões da crença neotestamentária do núcleo evangélico tradicional, como as igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana. Frequentei escola dominical desde dois anos de idade e hoje sou membro da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Nas convicções que estão na Bíblia, no Novo Testamento, eu acredito. Uma questão de fé. É assim que procedo na minha vida.”
Com esses princípios, há esperança de que ele adote posturas contra a ideologia de gênero. Não existe melhor e maior manual moral e ético do que a Bíblia. Todos os que a seguem são honrados. Apesar disso, na entrevista ele favoreceu um ponto notoriamente esquerdista: O sistema de cotas. Ele disse:
“O sistema de cotas é uma das políticas públicas que são positivas.”
Contudo, pelo fato de que ele respeita a Bíblia, os evangélicos podem orientá-lo a examinar todas as questões, inclusive cotas, sob a orientação da Bíblia, que valoriza o mérito, o trabalho e o esforço pessoal.
Não é de hoje que os evangélicos, que foram considerados vitais para a eleição de Bolsonaro, ansiavam um cargo de ministro da Educação. Logo no início de 2019, o televangelista Silas Malafaia havia recomendado o evangélico Guilherme Schelb para o Ministério da Educação, mas sua recomendação virou pó diante da influência do guru esotérico Olavo de Carvalho, que indicou seu adepto Ricardo Vélez.
Uma boa qualidade de Vélez: ele não gostava do socialismo. Duas péssimas qualidades dele: Ele não gostava de Trump, mas gostava de Hillary Clinton.
Quando Vélez virou desastre no Ministério da Educação, o próprio Bolsonaro confessou que o havia escolhido cegamente. Ele disse:
“Errei no começo quando indiquei Ricardo Vélez como ministro. Foi uma indicação do Olavo de Carvalho? Foi, não vou negar… Depois liguei para ele: ‘Olavo, você conhecia o Vélez de onde?’”
Mesmo com o fracasso de Vélez, Bolsonaro deu nova oportunidade a Carvalho, que indicou Abraham Weintraub em maio de 2019. Sem demora, Weintraub anunciou que uma de suas prioridades seria aumentar o número de creches. Minha reação veio no artigo “Ministro da Educação Abraham Weintraub e seu socialismo de direita ou estatismo de direita,” em que eu disse:
“O conceito de creche — de afastar a criança da mãe o mais cedo possível — é um conceito adotado, defendido e amplamente praticado no socialismo.”
Supõe-se que Bolsonaro não tenha dado a Carvalho oportunidade de fazer uma terceira indicação (desastrosa) porque logo no ínicio de junho de 2020, Carvalho chamou o governo Bolsonaro de “merd*,” dizendo que pode derrubá-lo.
Agora, Bolsonaro decidiu dar uma chance aos evangélicos.
Embora o professor Carlos Alberto Decotelli seja negro, as organizações esquerdistas do Brasil e dos EUA, que adoram louvar toda subida de negros ao poder nos países ocidentais, não fizeram nenhum elogio a subida desse evangélico negro brasileiro. Pelo contrário, a esquerda brasileira o está criticando sem parar.
Com oração e sabedoria da Palavra de Deus, ele vai vencer os obstáculos e abençoar a educação de milhões de crianças no Brasil.

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