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Pais cristãos perdem guarda de filha adotiva no Irã

 

Lydia com seus pai adotivos, Sam Khosravi e Maryam FalahiReprodução / Article18


Um casal cristão perderá a guarda de sua filha adotiva no Irã após ter sido condenado por participar de encontros domésticos de uma igreja na região sudoeste do país, de acordo com informações do The Christian Post. A condenação de Sam Khosravi e Maryam Falahi ocorreu no mês de julho e foi mantida na terça-feira (29) em um painel do tribunal de apelações na cidade de Bushehr.

O tribunal considerou que Sam e Maryam, casados há 13 anos, "não são adequados" para serem pais da menina Lydia, de quase 2 anos, informou o Artigo 18, organização sem fins lucrativos com sede em Londres, que expõe abusos contra cristãos no Irã, país de maioria muçulmana.

Segundo o Artigo 18, a primeira condenação ocorreu mesmo após o juiz Muhammad Hassan Dashti reconhecer que Lydia sentia um "intenso apego emocional" em relação ao casal. O juiz também ponderou que a criança corria o risco  de passar o resto da vida sob cuidados do estado por conta de graves problemas de saúde, relacionados ao coração e ao estômago.

A garota ainda está sob o cuidado dos pais, mas deve ser retirada pela assistência social assim que houver notificação de que o recurso deles foi negado. 

“Condenar essas pessoas à prisão por possuírem Bíblias e símbolos cristãos é uma demonstração clara de que o ministro das Relações Exteriores do Irã e outros não estão dizendo a verdade quando dizem que 'ninguém é preso no Irã simplesmente por causa de suas crenças'", afirmou o defensor do casal, Mansour Borji. Para Borji, a decisão tomada em demonstra relutância em proferir sentença favorável.

Borji afirma que o juiz foi "coagido pelo representante do Ministério da Inteligência" e que a decisão é um “exemplo claro da falta de independência do judiciário em casos envolvendo cristãos”.

A defesa alega que a única razão do casal perder a guarda da criança é serem cristãos convertidos, enquando Lydia é considerada muçulmana perante a lei.

Sam e Maryan fazem parte de um grupo de sete cristãos que receberam sentenças que vão desde a prisão até restrições ao trabalho. Sam foi condenado a um ano de prisão e dois anos de exílio da cidade por envolvimento em "propaganda contra o estado". Além disso, Sam e Maryan foram proibidos de conseguir emprego em suas áreas profissionais. Maryan atua há mais de 20 como enfermeira e Sam, trablaha no setor de hotelaria.

"A comunidade internacional deve responsabilizar o Irã por esse erro judiciário, e muitos outros como ele", afirma Borji, advogado do casal. 

Fonte: R7



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