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Ex-diretora do Roberto Santos e em família de políticos: Conheça a vereadora Débora Santana

 Por Jade Coelho




Entre as nove mulheres eleitas para uma vaga no Legislativo de Salvador no pleito deste ano está a estreante Débora Santana (Avante). Ela chega à Câmara Municipal da capital em 2021 com bandeiras como a saúde e empoderamento feminino. A vereadora eleita no domingo (15) com 7.586 votos conquistou a única cadeira do partido presidido pelo deputado federal Pastor Sargento Isidório na Bahia na 19ª Legislatura da CMS.

Filha do ex-deputado estadual Carlos Ubaldino (PSD), que deve retornar à Assembleia em 2021, e com o irmão, Carlos Ubaldino Filho (PSD), também eleito em 2020 como vereador de Olindina, no litoral Norte do estado, Débora diz que não foi a família que a influenciou a entrar para a política.

 

“Sempre fiz carreira solo”, afirmou a edil sobre a trajetória que a levou até à Câmara. Formada em enfermagem, Débora ressalta que se dedicou à profissão e cargos relacionados na área de gestão em saúde, até que em 2013, grávida de cinco meses, perdeu o marido. Após o episódio ela entrou em depressão e foi convidada a participar de projetos sociais.

 

Em 2016 ela disputou o cargo de vereadora pela primeira vez, obteve 5,5 mil votos, mas não foi eleita. “Tudo tem seu tempo. Eu era verde. Não foi permissão de Deus”, afirma sem lamentar.

 

Na Câmara, Débora promete “brigar pela melhoria da qualidade da saúde” e usar a experiência em gestão na área. A vereadora eleita trabalhou 14 anos no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), sendo quatro como diretora.

 

Ela aponta como principal problema da Saúde em Salvador a Atenção Básica e já chega à Casa com um projeto em mente: a criação do Centro de Atenção a Saúde do Homem. “Local onde o homem vai ter acesso ao urologista, biópsia, exame PSA [que diagnostica câncer de próstata], para cuidar da saúde corpo todo, não só urológica, mas cardiológica, endócrino, diabetes, hipertensão”, esmiuçou.

 

Crítica do uso de máscaras por toda a população, essa é a única medida em relação a pandemia da Covid-19 adotada pela atual gestão de Salvador que a nova vereadora não está totalmente de acordo. “Não concordei com o uso da máscara para todos lá no início, principalmente de tecido, que não tem tanta proteção”, afirmou. Débora argumenta que a população não estava habituada ao Equipamento de Proteção Individual (EPI), que as pessoas não sabiam e muitas ainda não sabem usar.  

 

“Não lavam, botam no bolso, passam três dias usando a mesma máscara. A gente não tinha tanta informação, e nem costume”, justificou sobre o posicionamento e ao classificar a orientação para uso geral de máscara um exagero. Na visão dela, o ideal era que apenas quem apresentasse sintomas utilizasse a proteção, mas a medida acabou sendo necessária.

 

Apesar de integrar o Avante, partido da base aliada ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), ainda não há definição sobre fazer oposição a gestão de Salvador na CMS. Débora explica que esses detalhes ainda não foram discutidos com o presidente da legenda, Sargento Isidório, que estaria em viagem por alguns dias. Assim como a nova legislatura, o novo prefeito assume a gestão de Salvador em 1º de janeiro de 2021. O democrata Bruno Reis, candidato apoiado pelo atual gestor, ACM Neto (DEM), foi eleito com votação expressiva e em primeiro turno para o cargo em 15 de novembro.

 

Ainda não há definição também, segundo a vereadora, sobre como vai atuar em relação a formação da Mesa Diretora da Casa. Atualmente a presidência da Câmara é de Geraldo Junior (MDB), que pleiteia e já ganhou apoio de vários vereadores e também de ACM Neto (lembre aqui).


Fonte: Bahia Notícias

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