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sábado, 3 de abril de 2021

Atriz cristã é condenada a pagar £ 300 mil, após opinião sobre homossexualidade

 A atriz Seyi Omooba perdeu uma batalha legal após ter sido demitida de uma peça teatral na Inglaterra, por causa de sua opinião


Um tribunal do Reino Unido determinou que a atriz Seyi Omooba, demitida por sua visão cristã sobre a homossexualidade, pague £ 300 mil (equivalente a R$ 2,3 milhões na cotação atual) em custas judiciais, depois de perder uma batalha legal.

Omooba iniciou um processo após ter sido retirada em 2019 da peça teatral “The Color Purple”, apresentada no Teatro Curve, em Leicester, na Inglaterra. Ela foi demitida por sua agência, Global Artists, por causa de um comentário sobre homossexualidade nas redes sociais.

A jovem de 26 anos, que é cristã, publicou no Facebook sua opinião sobre a homossexualidade, questionando a prática com versículos bíblicos. O comentário foi postado em 2014.

“Alguns cristãos interpretaram mal a questão da homossexualidade, eles começaram a distorcer a palavra de Deus”, ela escreveu. “Não acredito que você possa nascer gay e não acredito que a prática homossexual seja certa. Embora a lei desta terra a torne legal, não significa que seja certa”.

Seyi disse ainda que “Deus ama a todos”, independentemente de suas decisões, mas os cristãos precisam também “dizer a verdade da palavra de Deus”. “Estou cansada do cristianismo morno, seja inspirado a defender o que você acredita e a verdade”, acrescentou.

O comentário veio a público quando o ator Aaron Lee Lambert, estrela do musical Hamilton, acusou Seyi de hipocrisia por fazer o papel de Celie em The Color Purple. A atriz, que negou que Celie seja uma personagem lésbica, disse que o teatro e seus agentes pediram para que ela se desculpasse, mas ela recusou.

Em fevereiro, um tribunal de trabalho rejeitou seu pedido de discriminação religiosa. Esta semana, ela foi condenada a pagar os custos legais do teatro de quase £ 260.000 e de sua ex-agência, de cerca de £ 54.000, informou o The Times.

Andrea Williams, diretora executiva da Christian Concern, um grupo de defesa do Reino Unido, classifica o caso de Seyi como “mais um exemplo de censura e discriminação anticristãs na Grã-Bretanha moderna”.

Williams afirma que “os custos que eles estão pedindo são 15 vezes maiores do que os custos normais de defesa de um caso no Tribunal” e que a Global Artists e o Teatro Curve realizaram sua própria campanha, “angariando apoio do movimento vociferante do 'LGBTQ + e aliados', e contrataram advogados agressivos, de peso pesado”.

“O Tribunal efetivamente aderiu à campanha de 'cancelamento' de Seyi por suas crenças cristãs”, lamenta Williams. “Ela e nós não estamos intimidados e apelamos desse julgamento chocante que é uma farsa da realidade”.

 Fonte: Guiame/ Com informações do The Telegraph - Foto: David M. Benett/Getty Images. 01/04/2021 






quarta-feira, 8 de abril de 2020

Conframadeb elege nova diretoria para o triênio 2020/2023

       A Assembleia Geral Ordinária teve como tema base: `Conservando a Unidade´


Conframadeb elege nova diretoria para o triênio 2020/2023

Com base no tema: "Conservando a Unidade", a Convenção Fraternal dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus do Estado da Bahia (Conframadeb) realizou a 14ª AGO - Assembleia Geral Ordinária, entre os dias 12 e 14 de março, em Salvador (BA). O pastor Dario Gomes realizou o Culto de Abertura do evento, que contou com a participação de grupos musicais, cantores locais e coral. O preletor da noite foi o pastor Geassi Fraires, presidente da Instituição.
No dia 13, o pastor Alfredo Pacheco realizou a abertura da programação, seguido de sessões plenárias, durante os dois turnos (matutino e vespertino); e terminando à noite com o Culto de Celebração a Deus.
No último dia, foi realizada a eleição da nova diretoria para o Triênio 2020/2023. A AGO foi realizada na Assembleia de Deus Ministério da Família - ADFAM, bairro Pituba, em Salvador.
Eleição 
A Comissão Eleitoral, presidida pelo pastor Edson Neves e demais membros, comandou o pleito eleitoral no sábado (14), das 10 horas às 16 horas. Após o encerramento da votação, foi realizada a contagem dos votos, sob os olhares dos fiscais das chapas "Unidade e Fraternidade", conduzida pelo pastor Dário Gomes, e a chapa "Tá na hora de mudar", liderada pelo pastor Alfredo Pacheco. À noite, no culto de celebração a Deus e encerramento da 14ª AGO, o presidente da comissão eleitoral pastor Edson Neves, divulgou o resultado e deu posse aos eleitos, como segue abaixo: 
Constituição da Nova Diretoria Executiva 
Pastores
Dário Gomes da Silva - Presidente
Jorge Nilson Silva dos Santos - 1º Vice - Presidente
Romel Araujo Santos - 1º Secretário
José Jorge Oliveira de Souza - 1º Tesoureiro
Reinaldo Barreto de Lima - 2º Tesoureiro 
Vices-Presidentes Regionais (Pastores)
Joás Viana dos Santos - 2º Vice - Presidente (Região Sul)

Geassi Fraires Nascimento - 3º Vice - Presidente  (Região Oeste)

José Barata de Moraes -   Vice-Presidente  (Região Norte)
Genilson dos Reis da Cruz - 5º Vice - Presidente  (Região Leste)

Secretários Regionais (Pastores)
Israel Ribeiro Varjão da Silva - 2º Secretário (Região Norte)
Orlando Maia Pires - 3º Secretário  (Região Leste)

João Batista Calazans - 4º Secretário (Região Oeste)

Zenildo Rocha dos Santos Junior - 5º Secretário (Região Sul)
Conselho Fiscal (Pastores)
Titular
Adilson Coroa de Jesus
Antonio Marcos Gomes Mendes
Érico de Lima Bispo
Jefter Batista de Oliveira
Moisés Correia Reis
Suplentes 
João de Jesus Cardoso
Joselito Lima Cruz
Samuel Freitas
Consagrações  
Na 14ª AGO foram consagrados novos obreiros, vinte e seis evangelistas, dez pastores e recebido pastores de outras Convenções co'irmãs. 
Fonte: CPAD NEWS

sábado, 4 de abril de 2020

Presidente da CGADB conclama Assembleia de Deus a jejuar pelo Brasil no próximo domingo (5)

Atendendo pedido do presidente da República, pastor José Wellington Costa Júnior fez seu pronunciamento na tarde desta sexta-feira (3)

Presidente da CGADB conclama Assembleia de Deus a jejuar pelo Brasil no próximo domingo (5)

Atendendo o pedido do presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente da Convenção Geral das Assembeias de Deus no Brasil, pastor José Wellington Costa Júnior, conclama a todos os fieis a jejuar pelo país no próximo domingo, dia 5 de abril.
Em pronunciamento realizado na tarde desta sexta-feira (3), o líder da CGADB iniciou lendo o texto de Salmos 107.28-30; e em seguida, fez a convocação:
"Gostaria de convidar a todos os nossos irmãos da Assembleia de Deus no Brasil para que, neste próximo domingo, dia 5 de abril, estejamos todos em jejum e oração pela nossa nação. Já temos feito uma convocação de uma oração permanente pelo Brasil. Já fizemos, há poucos dias atrás, o Dia do Clamor;  mas agora, estamos atendendo a um pedido do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, para que jejuemos e oremos pela nossa nação. Façamos a nossa parte e Deus nos ouvirá!"
Assista o vídeo na íntegra:

Fonte: CPAD NEWS

segunda-feira, 30 de março de 2020

Igreja exerce papel fundamental durante as epidemias ao longo história da humanidade

Cristãos em países perseguidos estão vendo na pandemia como oportunidade de fortalecer seu papel de ser sal e luz

Igreja exerce papel fundamental durante as epidemias ao longo história da humanidade

Em todo o mundo, as nações estão lutando contra o surto do coronavírus à medida que um número crescente de países entra em bloqueio, fechando restaurantes, lojas, escolas e locais de trabalho. Mas em outros países - onde os cristãos são desvalorizados, discriminados e até atacados por sua fé - o surto tem consequências ocultas.
Nesses lugares em que deixar a religião de sua família para seguir Jesus é considerado traição, como a Índia ou norte da África, ou é ilegal (Irã, Brunei, Coréia do Norte), os cristãos podem ter sua assistência médica negada ou ter menos acesso a medicamentos e tratamento, simplesmente em razão de professarem sua fé em Jesus. Esse tipo de discriminação se torna ainda mais destrutivo à luz do surto de uma doença respiratória extremamente contagiosa e potencialmente fatal.
Na Índia, por exemplo, o governo decretou quarentena total para os para os 1,3 bilhão de habitantes do país. A BBC relata que uma total confusão e falta de informações sobre como o governo planeja manter os suprimentos essenciais em funcionamento levou ao medo e ao pânico.
Para milhares de cristãos que sofrem perseguição em suas casas por causa de sua fé e tal perseguição às vezes é praticada por um cônjuge ou outros membros da família dentro do lar, a quarentena pode significar abuso físico e verbal contínuo, sem chance de escapar.
Um novo relatório do Portas Abertas indica que mais de 43.000 cristãos na Índia sofreram alguma forma de (severa) perseguição por sua fé em 2019. Desses, 1.670 foram afetados por ataques físicos por causa de sua fé, incluindo 439 crianças. Oito cristãos foram assassinados, incluindo uma mulher que foi morta por seu cunhado porque ela havia deixado o hinduísmo para seguir Jesus.
Na Nigéria, o país mais populoso da África e número 12 na Lista Mundial de Observação, a preocupação está aumentando com a falta de testes para o coronavírus. Embora a Nigéria tenha relatado menos 51 casos (em 26 de março), o último relatório disponível do Centro de Controle de Doenças da Nigéria (22 de março) revela que o país testou apenas 152 pessoas.
Já no Irã está uma das maiores concentrações mundiais do coronavírus. Em 25 de março de 2020, o país (nº 9 da Lista Mundial de Observação) havia registrado mais de 2.200 mortes causadas pelo vírus e 27.000 infecções. No entanto, os especialistas acreditam que os números reais são muito maiores. Um líder de igreja doméstica relatou: “Estamos morrendo aqui, e ninguém parece se importar. Muitas pessoas ao nosso redor adoecem e acabam em hospitais ou estão morrendo”.
Igreja sendo sal e luz
Embora a necessidade seja grande nesses países da Lista de Observação Mundial da Portas Abertas, a organização missionára também informou que a Igreja está respondendo a outras pessoas em crise e compartilhando o evangelho com as comunidades neste tempo sem precedentes, seguindo o caminho histórico da Igreja, que exerceu um papel muito importante durante as epidemias da história da humanidade.
"Temos a oportunidade de fortalecer o papel de ser sal e luz, que cabe à igreja perseguida", lembrou um dos gerentes de países da Portas Abertas.
Uma história recente da Ásia Central mostra como uma igreja local está sendo sal e luz para as pessoas ao seu redor, também em tempos de crise, gerada por uma pandemia.
Para incentivar as pessoas que estão "bloqueadas entre quatro paredes", os cristãos locais desenvolveram um canal de mídia social chamado "Filmes para a alma e aprendizados".
Uma mulher que morava sozinha em uma cidade e isolada compartilhou seu testemunho, com o ministério que criou a plataforma.
“Fiquei tão deprimida porque estava isolada em minha casa. A única conexão que tinha com o mundo exterior era através do meu celular, mas o sinal às vezes é muito ruim. Eu recebi o link para este canal cristão e comecei a assistir aos filmes ali indicados”, contou.
“Eles foram e são muito inspiradores para eu confiar mais em Deus nessa situação. Graças a Deus pelo que vocês estão compartilhando! Me sinto muito melhor e compartilhei o link também com meus amigos, parentes e vizinhos. É muito útil! Glória a Deus! Obrigado por esta alegria e incentivo em tempos tão difíceis! Deus abençoe vocês!", acrescentou
No Irã, os cristãos estão escolhendo seguir a Jesus e servir as comunidades de pessoas necessitadas. Um líder de igreja doméstica local recentemente compartilhou.
“Estamos fazendo todo o possível para fornecer pacotes de comida para idosos e vulneráveis que não podem sair hoje em dia ou para aqueles que perderam o emprego nessas circunstâncias difíceis. Ao longo do ano, compartilhamos as Boas Novas de Cristo com nossos vizinhos e comunidade; agora temos a chance de ser as boas novas”, relatou.
Para esses cristãos, mesmo em meio a uma pandemia que mudou vidas em todo o mundo, viver sua fé significa que eles continuam a seguir Jesus, mesmo no desafio adicional do coronavírus. Teremos a coragem de seguir seus exemplos? Vamos ficar com eles em oração? Que esse tempo extraordinário nos ajoelhe e veja como podemos seguir os caminhos já traçados por nossos irmãos e irmãs perseguidos - alegre e esperançosamente procurando por Cristo e servindo ao próximo, não importa o custo.
Fonte:CPAD NEWS

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Em sessão histórica, CGADB estabelece a Rede Assembleiana de Ensino (RAE)

Projeto foi apresentado pelo Conselho de Educação e Cultura (CEC-CGADB) durante a 8ª AGO em Belém do Pará


Em sessão histórica, CGADB estabelece a Rede Assembleiana de Ensino (RAE)


Na última quarta-feira (10), por volta das 16h30, na sede da COMIADEPA em Belém (PA), por ocasião da 8ª Assembleia Geral Extraordinária (AGE), a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), instituiu a “Rede Assembleiana de Ensino” (RAE). O projeto foi apresentado pelo Conselho de Educação e Cultura (CEC) com o apoio da presidência e membros da Mesa Diretora da CGADB e aprovado por unanimidade pelos convencionais presentes na capital paraense.

A “Rede Assembleiana de Ensino” (RAE) é pessoa jurídica de direito privado, do tipo associação, vinculada a CGADB, de caráter educacional, cultural, beneficente e assistencial, com autonomia administrativa e financeira com duração por tempo indeterminado, com sede e foro na cidade do Rio de Janeiro, capital.

A RAE tem por finalidades, dentre outras, “promover o aprimoramento cultural e intelectual dos membros da CGADB e demais interessados, por meio da criação e manutenção de estabelecimentos de ensino fundamental, médio (Colégio Assembleiano) e também do ensino superior, de Pós-Graduação, Lato e Stricto Sensu (Universidade Assembleiana)”.

A criação da RAE é um marco histórico para as Assembleias de Deus fundada em 18 de junho de 1911 em Belém do Pará. Nas últimas décadas, a membresia das Assembleias de Deus ansiava por um projeto educacional de formação acadêmica de qualidade e com o pressuposto da cosmovisão cristã. "A instituição da Rede Assembleiana de Ensino vem atender esta necessidade na Igreja pós centenária. Parabenizamos a CGADB e sua liderança por tão pertinente decisão e substancial iniciativa. Soli Deo Glória!", diz o presidente do Conselho de Educaçãoe Cultura da CGADB, pastor Douglas Baptista.

Fonte: CPAD NEWS

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Tabernáculo – um lugar da habitação de Deus

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 1 do trimestre sobre “O Tabernáculo – Símbolos da Obra Redentora de Cristo”



Saudações, amados professores e alunos da Escola Dominical! Estamos iniciando um riquíssimo, embora não fácil, estudo dentro daquilo que em teologia chamamos de tipologia bíblica. É uma disciplina onde Antigo e Novo Testamento se cruzam, este explicando aquele, e aquele prenunciando este. Leitura atenta, interpretação cuidadosa e perseverança no estudo serão virtudes imprescindíveis para a correta interpretação dos textos bíblicos e das Lições dominicais que estaremos trabalhando ao longo destes três meses. O poço é fundo, mas a água está pela boca, então bebamos e saciemo-nos em tão empolgante estudo sobre a relação entre o Tabernáculo de Moisés e a obra redentora de Cristo Jesus!

I. A parceria de Deus com seu povo para a construção do Tabernáculo

1. Por que construir um Tabernáculo no deserto?

Antes da construção do Tabernáculo propriamente, Moisés já havia fabricado no deserto a chamada “tenda do encontro”, uma tenda rudimentar onde o Senhor se encontrava com Moisés e ali falava com ele. Mas prestemos atenção aos detalhes na descrição bíblica desse lugar:
“Ora, Moisés costumava pegar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial. Ele a chamava de ‘tenda do encontro’. Todo aquele que buscava o SENHOR saía à tenda do encontro, que estava fora do arraial (Êx 33.7, NAA)
A tenda do encontro de Moisés ficava fora e bem longe do arraial. Certamente Moisés tomara a iniciativa de construir essa tenda incipiente porque precisava estar em comunhão com Deus num espaço reservado, onde pudesse receber dEle suas orientações para comunica-las ao povo; e construí-la fora e distante do arraial certamente foi uma decisão motivada pela profunda reverência para com a santidade de Deus. Onde Deus se manifesta, “é terra santa” (Êx 3. 5).
Entretanto, Deus parecia não estar satisfeito revelando-se a Moisés fora e bem longe do arraial, então lhe diz:
“Diga aos filhos de Israel que me tragam uma oferta. De todo homem cujo coração o mover para isso… E farão para mim um santuário, para que eu possa habitar no meio deles (Êx 25.8)
Perceba a ênfase: “no meio deles”. A tenda do encontro já não ficaria mais fora, mas no meio do arraial dos hebreus; a presença de Deus não se manifestaria distante, mas bem próximo a eles, e as tribos de Israel se assentariam em sua volta (Nm 2.2)! O Deus que é excelso e transcendente, que nem mesmo os céus podem conter a sua presença (1Re 8.27), toma a iniciativa de aproximar-se mais e mais dos homens. Ele não quer distância, Ele quer proximidade! Isso é religião, é Deus vindo em busca dos homens, para restabelecer a ligação com eles. Os que aceitarem seu gesto de graça, o conhecerão mais de perto; os que recusarem, permanecerão à distância, para seu próprio prejuízo. “Ainda que o Senhor é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe” (Sl 138.6).
As considerações acima apontam para a primeira e certamente a mais importante razão para construção da tenda da comunhão e adoração portátil no deserto: Deus queria habitar junto dos homens. Isso porque Ele é transcendente (distinto e superior à sua Criação), mas é também imanente, isto é, próximo de nós. É o Pai nosso que está nos céus, mas é também o Senhor que traz a nós o seu reino (Mt 6.9,10), como já estudamos na última Lição do trimestre passado. Porque é transcendente devemos reverenciá-lo; porque é imanente devemos amá-lo! O deísmo ensina que se Deus existe, está longe demais para se importar e se relacionar conosco. Todavia, Deus existe e está mais perto de nós do que o ar que nós respiramos! “Toda a terra está cheia da sua glória” – era o cântico dos serafins na maravilhosa visão do profeta Isaías (Is 6.3). Ele queria o Tabernáculo no meio, perto, junto ao povo de Israel, assim como Ele almeja estar centralizado em nossas vidas!
O pastor Elienai Cabral elenca, além desta, outras razões para a construção do Tabernáculo [1]:
– Antecipar, através de tipos ou figuras, as glórias que viriam depois. Esta antecipação das realidades futuras começaram a se cumprir em Cristo, agora através da Igreja, e, no porvir, nas regiões celestiais.
– Ensinar o conflito entre a santidade de Deus e a pecaminosidade do homem. Especialmente os sacrifícios exigidos para expiação de pecados e o véu que separava o lugar Santo do Santíssimo ilustram bem a seriedade da santidade divina ao mesmo tempo em que evidenciam a gravidade do pecado humano, que “faz separação entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2)
– Estabelecer um lugar de adoração e louvor a Deus. Com o passar do tempo, e mais ainda com a construção do grande templo de Salomão, que tomou o lugar da tenda provisória do deserto, aquele ambiente se configurava de fato como ambiente de louvor e adoração (se aproximando muito do culto participativo do Novo Testamento). A princípio, fora um ambiente reservado para sacrifícios, ofertas e manifestação divina.
– Ordenar um lugar para os sacrifícios pelos quais o povo pudesse ter seus pecados expiados e a presença provedora, fortalecedora e protetora de Deus garantida no seu meio.

2. A materialização da obra de Deus

A idealização do projeto provinha de Deus, mas Ele não construiria o Tabernáculo milagrosamente e o daria pronto à Moisés. O grande Tabernáculo eterno, ou seja, a nova Jerusalém, a cidade santa e celestial, capital do reino eterno do Senhor, está sendo construído pelo próprio Deus (Jo 14.2; Ap 21.1-3), enquanto que o Tabernáculo terreno fora “feito por mãos humanas” e é apenas “figura” do verdadeiro (Hb 9.24).
Deus firmou parceria com os hebreus para construção do Tabernáculo. Isso porque Ele é o Deus que se relaciona com as suas criaturas e faz de nós cooperadores seus. Orienta Moisés para que chame o povo a ofertar com vários materiais necessários para aquela grande empreitada, mas que o façam voluntariamente e não por obrigação (Êx 25.1-8; 35.5-9). De fato, o povo demonstrou grande prontidão e liberalidade na contribuição: “Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao Senhor, a saber, todo homem e mulher cujo coração se dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o Senhor havia ordenado que se fizesse por meio de Moisés” (Êx 35.29). É bom quando suavemente respondemos ao chamado de Deus e aceitamos ser parceiros seus em sua obra!
O apóstolo Paulo disse que nós somos “cooperadores de Deus” (1Co 3.9). A palavra no texto grego para “cooperadores” (synergoi) tem a mesma origem de uma palavra não muito popular em língua portuguesa, mas bem conhecida no mundo empresarial: sinergia ou sinergismo. Sinergia é o trabalho feito em cooperação por duas ou mais pessoas; é a união de forças com vistas a alcançar o mesmo propósito. Aquele que criou os céus e a terra (Gn 1.1) poderia fazer sozinho tudo o que deseja fazer; no entanto, como quer se relacionar com suas criaturas, dá a elas a sabedoria e a capacidade para serem cooperadores dEle em suas obras. Que privilégio é ser companheiro do Todo Poderoso! Ele é autossuficiente, mas nos chama para cooperar com Ele. Não porque precisa de nós, mas porque nos quer junto dEle! Novamente, que privilégio o nosso!
Como para a construção do Tabernáculo em que ofertas e esforço humano se fizeram necessários, os empreendimentos divinos hoje em dia continuam demandando igual cooperação de nossa parte. Ofertando, dizimando, empregando habilidades e talentos naturais, gastando e nos deixando gastar (2Co 12.15) na obra de Deus… Tudo isso deve ser feito, como nos dias passado, com voluntariedade e liberalidade, afinal é Deus quem dá a semente ao que semeia – ora vejam, até a semente para plantarmos quem dá é Deus! (2Co 9.10).
Ao invés da insatisfação, da avareza, do egoísmo ou suspeita de estarmos contribuindo em vão, deveríamos encarar nossa participação nos empreendimentos missionários, evangelísticos e eclesiásticos como um imenso privilégio! Sejamos parceiros da obra de Deus e não tenhamos medo que algo venha a nos faltar, pois é no partir do pão que vem a multiplicação! Confiemos nesta Palavra, que não falha: “Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2Co 9.8).

II. O tabernáculo foi um projeto de Deus

1. Deus arquitetou o tabernáculo

Diferentemente do grande Templo nos dias dos reis de Israel, idealizado por Davi e construído por Salomão, o Tabernáculo do deserto foi idealizado por Deus e construído sob suas ordens e diretrizes. A construção do Tabernáculo foi feita conforme “o manual do fabricante”, que revelou a Moisés no monte Sinai todas as imagens quanto ao Tabernáculo e seus utensílios. “Segundo tudo o que eu mostrar a você como modelo do tabernáculo e modelo de todos os seus móveis, assim vocês o farão”, disse Deus a Moisés (Êx 25.9).
Deus não apenas disse a Moisés o que fazer e como fazer, mas mostrou a Moisés o que deveria ser feito. Isso é pedagógico: aprendemos mais quando vemos do que apenas quando ouvimos. Deus, como o grande Pedagogo do universo, gosta de usar imagens, ilustrações, visões, revelações, pelos quais sua mensagem possa ser recebida com maior clareza por aqueles a quem ele deseja ensinar o caminho da retidão. Nós que ensinamos a Palavra de Deus hoje precisamos aprender com o Senhor a usar ilustrações, recursos visuais pelos quais a mensagem que comunicamos seja melhor compreendida pelos nossos ouvintes. Aliás, para exposição das aulas deste trimestre os recursos visuais serão indispensáveis! Como falar do Tabernáculo sem apresentar aos alunos ilustrações daquele antigo templo portátil? Há um caminho belíssimo entre o altar do holocausto, fora do santuário, e o lugar santíssimo que guarda a arca da aliança – caminho este que visualmente forma uma cruz, cruz que Jesus carregou e na qual foi pendurado para salvação de nossas almas! E a cruz de Cristo nos ensina que ninguém chegará ao lugar santíssimo, isto é, a presença de Deus, sem que primeiro passe pelo altar do holocausto, que prefigura a própria morte do Filho, o Cordeiro de Deus imolado para propiciação de nossos pecados.

2. O plano térreo do tabernáculo

As dimensões do tabernáculo, incluindo o pátio cercado por cortinas, não era imenso, mas relativamente pequeno: 50 metros de fundo por 25 metros de largura. É inusitado refletirmos como Deus pôde ter dito que habitaria ali naquela tão modesta tenda (Êx 25.8). Muitos de nós habitamos em casas com uma área construída bem maior que a do Tabernáculo, mas vejamos só: o infinito veio habitar no finito; aquele que nem mesmo os céus podem contê-lo e diante de quem as colunas do céu estremecem, veio habitar em tenda feita por mãos humanas, fabricada de madeira, metais e pano. Deus é mesmo surpreendente! Enquanto nós buscamos as ricas mansões e os lindos palacetes em regiões metropolitanas, Deus buscou uma pequena casa portátil no meio do deserto. Resta dúvidas de que há algo errado em nossa velha mania de grandeza?
É claro que a presença física de Deus não estava – nunca esteve! – limitada ao ambiente tabernacular, pois Ele é espírito, eterno e imensurável. Todavia, manifestações teofânicas ocorriam ali, a santidade de Deus estava ali, a voz divina se fazia ouvir dali, e seu nome estava ali colocado para que fosse adorado, reverenciado e amado pelo seu povo! (Dt 12.11; 14.23; 26.2). Havia um tesouro de inestimável valor no interior do frágil Tabernáculo, e não me refiro ao ouro que revestia o interior da tenda, mas a própria presença de Deus que ali se manifestava; assim como nós hoje temos um tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós (2Co 4.7).
As devidas partes e utensílios que constituíam o tabernáculo serão detalhadamente estudadas em cada uma das lições seguintes deste trimestre. Hoje apenas teremos uma visão geral, panorâmica, das divisões do tabernáculo. Na internet é possível encontrar muitas ilustrações coloridas sobre aquela tenda da adoração. Evidentemente, nenhuma delas é perfeita, pois embora a Bíblia nos ofereça detalhadas descrições (conferir os 13 capítulos de Êxodo 25 – 31 e 35 – 40), há ainda outros detalhes sobre a construção que não são informados no texto, mas que Moisés com toda certeza os sabia, já que viu o desenho do Tabernáculo e de cada uma de suas peças enquanto estava com Deus no monte Sinai. Tudo foi feito exatamente como mostrado. Porém, a nós não foi dado ver o Tabernáculo, mas apenas ler sobre ele. Por isso, perdoemos as limitações dos ilustradores que eventualmente venham a falhar; em todo caso, merecem nosso apreço por tão dedicado trabalho de facilitar para nós a compreensão do texto sagrado e de suas lições espirituais.
(a) Pátio ou ÁtrioEra a parte externa do Tabernáculo, cercada por cortinas brancas de “linho fino torcido” e que alcançavam os dois metros de altura. Ninguém de fora podia ver o que acontecia ali, a menos que adentrasse com uma oferta para o holocausto. No pátio estavam as duas primeiras peças: o altar do holocausto (cujo fogo devia ser mantido acesso continuamente) e também a pia de bronze onde os oficiais do culto (sacerdotes e levitas) se lavavam. Mesas para o sacrifício de animais e bacias para o sangue ser carregado também ficavam ali. Era o mais próximo que os homens comuns podiam chegar do santuário propriamente.
(b) Altar do holocausto. De frente para a porta de entrada, feito de madeira revestida em bronze, era o altar onde se queimavam as ofertas pelo pecado. Sacrifícios eram oferecidos ali diariamente. Nem o sacerdote poderia entrar no santuário, nem o sumo sacerdote poderia entrar no lugar Santíssimo, a menos que se oferecesse oferta pelo pecado neste altar. Somente os limpos de coração podem chegar a Deus! (Mt 5.8)
(c) Pia de bronze. Confeccionado com espelhos de bronze ofertados pelas mulheres – Deus abençoe as colaboradoras femininas de sua obra! – a pia de bronze era o lavatório dos oficiais do culto. Para entrar na presença de Deus é preciso primeiro a lavagem “da água da palavra” (Ef 5.26).
(d) A tenda do testemunho. Era o tabernáculo propriamente dito, a casa portátil, a “casa de ouro”, como chamou Jan Rouw e Paul Kiene, devido estar revestida de ouro em seu interior. Dividida em dois ambientes: o lugar Santo e o lugar Santíssimo, ou Santo dos Santos, separados por um grosso e pesado véu. Como bem pontua a nota de rodapé para Êxodo 25.9 da Bíblia de Estudo Pentecostal, “Era chamado o ‘Tabernáculo [ou tenda] do Testemunho’ (38.21) porque continha os dez mandamentos. Os dez mandamentos lembravam sempre ao povo da santidade de Deus e das suas leis sobre o viver do seu povo escolhido”.
(e) Lugar Santo. Primeiro ambiente do santuário, onde somente os sacerdotes e sumos-sacerdotes podiam entrar e ministrar. Os demais levitas, auxiliares do culto, só podiam trabalhar no pátio externo. No lugar santo ficavam três utensílios revestidos de ouro: (1) candelabro, para manter o ambiente iluminado, já que era todo fechado, sem ventilação e sem luz externa; (2) mesa dos pães da proposição, com doze pães representando as tribos de Israel e o alimento que Deus era para elas; (3) o altar do incenso, junto ao véu que separava o Santo do Santíssimo, e onde especiarias aromáticas eram oferecidas a Deus, exalando bom odor no santuário. Diariamente os sacerdotes entravam nesse ambiente para ministrar ao Senhor.
(f) Lugar santíssimo. A parte que demandava maior reverência em todo o Tabernáculo, porque ali estava guardada a arca de ouro, chamada de “arca da aliança” ou “arca do testemunho”, que guardava em seu interior as tábuas dos mandamentos, a vara de Arão que floresceu e um pouco do maná do deserto. Por cima desta arca (literalmente caixão ou baú), estava a tampa do propiciatório, com imagens de dois querubins alados esculpidas e sobre a qual o apenas o sumo-sacerdote, e apenas uma vez ao ano no Dia da Expiação, oferecia oferta a Deus por todo o povo.

III. A relação tipológica entre o tabernáculo e a Igreja

1. O que é tipologia?

Uma das primeiras coisas de que precisamos nos inteirar nesse início de trimestre é sobre a tipologia bíblica. Afinal, todos as nossas Lições trabalharão com tipos de Cristo, da Igreja e do céu. Tipologia é o estudo dos tipos, e o tipo bíblico é, nas palavras de Abraão de Almeida, “uma representação pré-ordenada, pela qual pessoas, eventos e instituições do Antigo Testamento prefiguram pessoas, eventos e instituições do Novo Testamento. São figuras, ou lições, pelos quais Deus tem ensinado a seu povo o seu plano redentor e seus elevados propósitos para a vida cristã. São uma mostra de coisas vindouras e não a verdadeira imagem dessas coisas (Cl 2.17; Hb 8.5; 10.1)” [2].
Tipos não são parábolas nem metáforas, mas pessoas, coisas ou fatos reais que serviram para ilustrar verdades igualmente reais, porém, espirituais e superiores aos próprios tipos. Os tipos são sombras que antecipam a realidade, e a realidade é chamada de antítipo. Por exemplo, Adão é um tipo de Cristo, logo, Cristo é o antítipo de Adão (Rm 5.14). A palavra grega para tipo é typos, e pode ser traduzida por “exemplo”, “modelo” ou “figura”. No estudo da tipologia bíblica, três coisas são importantes serem destacadas:
(1) Os tipos estão no Antigo Testamento, enquanto os antítipos estão no Novo Testamento. Não há tipos no Novo Testamento;
(2) Os tipos foram idealizados por Deus e não são mera interpretação teológica;
(3) É preciso moderação e cautela na interpretação dos tipos, buscando ater-se ao máximo à revelação e iluminação neotestamentária, com vistas a evitarmos interpretações abusivas e fantasiosas dos tipos veterotestamentários.

Este último ponto requer muita atenção. Por exemplo, a Bíblia em ordem cronológica (editora Vida), traz um estudo que, a nosso ver, exagera na interpretação da tipologia bíblica ao afirmar que “Jesus nasceu na mesma época em que nasciam os cordeiros da Páscoa”, devido João Batista tê-lo chamado de “cordeiro de Deus”, e que “o ‘macho de um ano’ (Êx 12.5) nascia no mês de abril, um ano antes da Páscoa”; sem uma conexão necessária entre os fatos, o estudo segue dizendo que “o véu, então parte do tabernáculo, foi levantado pela primeira vez no Sinai em 1° de abril de 1461 a.C. (Êx 40.17)”, e que em vistas do véu representar o corpo de Jesus (Hb 10.5,10,20), o estudo conclui que “essa é uma evidência de que Jesus nasceu em 1° de abril”. Confuso e exagerado! A tipologia bíblica não pretende servir como régua definidora de doutrina, nem muito menos recurso aferidor de datas, nomes de pessoas, lugares ou eventos secretos. Definitivamente não é possível concluir, nem é adequado especular, o nascimento de Jesus com base na tipologia, pois esse seria um uso abusivo dos fatos e uma extrapolação dos limites do sentido de cada tipo.

2. A importância dos aspectos tipológicos do tabernáculo

Elienai Cabral destaca que “cada detalhe da estrutura física, seus objetos, metais e madeiras, tecidos e bordados, peles e cores, estavam na mente de Deus como significados simbólicos e tipológicos voltados para revelar o seu caráter e a sua glória” [3]Tanto o apóstolo Paulo quanto o autor da carta aos Hebreus destacam o valor dos tipos do Antigo Testamento:
“Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras [gr. typos], e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” (1Co 10.11)
“Os quais servem de exemplo [gr. hypodeigma] e sombra [gr. skia] das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo [gr. typos]que no monte se te mostrou” (Hb 8.5)
Na famosa obra do início do século passado, Ada Habershon explica as razões para estudarmos os tipos bíblicos:
O próprio Deus lhes atribui muito valor. Foi seu Espírito quem os projetou; Hebreus nos ensina, pois, que na construção do Tabernáculo todos os pormenores foram por ele planejados. Ao falar do véu que dividia o Lugar Santo do Santo dos Santos, o escritor diz: ‘Com isto, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos, enquanto ainda permanecia o primeiro Tabernáculo’.
Havia significado naquele véu; não era mera cortina divisória entre as duas partes do Tabernáculo, mas tinha o propósito de transmitir uma lição grandiosa. [4]
De fato, como veremos ao longo deste trimestre, tanto os utensílios, como os metais e tecidos, as cores e até o cumprimento de cada mobília ou ambiente do tabernáculo prefiguravam pessoas ou eventos do Novo Testamento e da eternidade.

3. A Igreja de Cristo é o tabernáculo de Deus na terra

A principal referência dos tipos é a própria pessoa do Senhor Jesus. Suas obras e seu povo – a Igreja – também estão tipificados nos eventos do Antigo Testamento. A eternidade de glória também está prefigurada, especialmente pelo lugar santíssimo do Tabernáculo e a presença bendita de Deus que ali se manifestava. Como pontuou Habershon, Aquele que é prefigurado nos tipos não é um mero homem, mas é Iavé Deus – o grande EU SOU.
O apóstolo João diz que “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, glória como a do unigênito do Pai” (Jo 1.14). A palavra grega para habitou é skenoo, que significa montar tenda ou tabernáculo. Literalmente João está dizendo que Jesus tabernaculou entre nós! Assim como Deus manifestava no tabernáculo de Moisés sua glória (hb. kabod, e não shekinah, como se acostumou pensar devido uma tradição judaica extra-bíblica), em Cristo Deus manifestou sua glória (gr. doxa) ainda mais poderosa. Por isso é que João diz em seguida: “e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. Se Deus, de alguma forma se reduziu, para habitar no tabernáculo de Moisés, Cristo, que é Deus encarnado, se esvaziou a si mesmo (Fp 2.7), vestindo pele humana e sujeitando-se às limitações da vida terrena. Com que objetivo? Aproximar-se ainda mais de nós! Já que o homem feito à semelhança de Deus no Éden havia se vendido ao pecado, agora, o próprio Deus se faz semelhante aos homens para resgatá-los do pecado e compartilhar conosco a sua glória, glória maior que a do paraíso terreno nos primórdios da criação!
Agora, é no interior de cada salvo que Cristo monta o seu Tabernáculo, a sua casa (“Eu e o Pai viremos para ele e faremos nele morada” – Jo 14.23), até que venha o Tabernáculo eterno de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, onde não mais provisoriamente, mas eternamente estaremos com o Senhor! (Ap 21.2,3).

Conclusão

O trimestre está só começando. A Lição de hoje foi uma introdução a todo o trimestre. Os pontos aqui abordados serão melhor detalhados a partir da próxima Lição e aos poucos compreenderemos com o auxílio do Espírito Santo a “profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus” (Rm 11.33) no que concerne ao Tabernáculo de Moisés como prefiguração de Jesus Cristo, de suas obras, de sua Igreja e do seu plano maravilhoso para nossa salvação eterna!
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Referências

[1] Elienai Cabral. O tabernáculo: símbolos da obra redentora de Cristo, CPAD, pp. 16-19
[2] Abraão de Almeida. O tabernáculo e a Igreja, 3° ed., CPAD, p.13
[3] Elienai Cabral. Op. cit., p. 8
[4] Ada Habershon. Manual de tipologia bíblica, Vida, p. 17